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Tendências de SEO para 2019

Consultamos os principais sites especializados em SEO em busca de tendências para 2019 nessa área. Compilamos a seguir a lista de projeções para o ano que começa.

Nossas referências foram Search Engine Journal, Search Engine Land, SEO Expert Brad, Wix, Web CEO e Who’s Talkin’, todas estrangeiras. Desconsideramos algumas tendências apontadas por esses sites que, na nossa visão, já são realidade. Por exemplo, mobile first e RankBrain (inteligência artificial) já estão incorporados ao dia a dia de quem produz conteúdo com foco em ranqueamento orgânico.

Vamos, então, às cinco tendências que, embora já estejam em pauta, devem ganhar importância em 2019.

#1 SEO além do Google

O termo SEO é uma abreviação de “otimização de motor de busca” em inglês. E o que é um motor de busca? Bem, por ser o mais usado, o Google vem sendo usado como um sinônimo. É um daqueles casos em que o produto acaba sendo mais conhecido que a própria categoria. Há casos famosos assim, como Gillette e a lâmina de barbear ou Leite Moça e o leite condensado.

Isto, no entanto, deve mudar em 2019. Não que os concorrentes do Google na web, como o Bing, estejam reagindo. É que o crescimento das buscas em ambientes específicos é acentuado. Para muitos varejistas, por exemplo, a busca em sites de compra é mais importante que na web em geral.

A Amazon chega a ser tão importante quanto no Google (ou mais) nos Estados Unido porque 56% dos consumidores americanos visitam a Amazon antes de fazer uma compra. No Brasil, sites como Mercado Livre e Buscapé desempenham papel similar. E todos eles são motores de busca.

Outro site que vem ganhando importância é o YouTube — que, aliás, pertence ao Google. O YouTube é o segundo maior buscador do mundo, ficando atrás apenas do próprio Google. O título e a descrição em texto exercem papel importante nos resultados de busca.

Portanto, em 2019, profissionais de marketing precisarão ampliar o entendimento sobre SEO para além do Google.

#2 Busca por voz

Estima-se que, em 2020, metade das buscas será feita por voz. Não é exagero pensar que isso possa acontecer. Hoje, três em cada dez buscas feitas no aplicativo do Google já é feita dessa maneira. O usuário muitas vezes prefere dizer “Ok, Google” em vez de digitar. Entre adolescentes, essa taxa é ainda maior, na casa de 40% a 50%.

De forma similar à tendência anterior, não é só em buscas no Google que esta predição vai acontecer. Muitos dispositivos mobile já trabalham habitualmente com comandos de voz. Por exemplo, o sistema Siri, da Apple, para iPhone, é todo projetado para essa forma de uso. Isto sem contar aplicativos populares, como Waze. Não é raro presenciar taxistas inserindo o endereço oralmente em vez de digitá-lo quando um passageiro entra no carro.

#3 Conteúdo de qualidade

Os esforços de otimização da página de um site para SEO continuam sendo importantes. Embora não seja o único elemento, o conteúdo de qualidade segue sendo o principal. Isso não é novidade. O que muda daqui em diante é o que os motores de busca vão entender como qualidade.

Em atividade desde 2015, o RankBrain é o sistema de inteligência artificial do Google que consegue ranquear as páginas da mesma forma não-linear e até subjetiva com que um ser humano age.

Pesquisas em 2018 mostraram que 61% dos profissionais de marketing dizem que SEO é uma de suas prioridades em inbound. E acabam fazendo conteúdo mais como isca do que como combustível da relação. Acontece que escrever por escrever vai funcionar cada vez menos. Se o leitor exige profundidade e utilidade de um conteúdo, o RankBrain do Google passará a fazer o mesmo na hora de ranquear os resultados de buscas orgânicas. Cedo ou tarde, outros motores farão o mesmo.

#4 E-A-T

Embora tenha sido adotada há alguns anos pelo Google, a sigla E-A-T deve ganhar força a partir de agora. As iniciais em inglês dizem respeito a “expertise, autoridade e confiança”. De forma simplificada, o conteúdo bem redigido é um ponto relevante, sim. Mas o autor daquele conteúdo também conta.

Mais uma vez o Google busca imitar o comportamento humano. Pense numa situação corriqueira, em que você tenta entender o que são criptomoedas. Embora sites como Canal Tech e Folha tenham audiência e fama, são os sites especializados que aparecem nos primeiros lugares orgânicos na hora de explicar. Não necessariamente pelo conteúdo em si, mas pela autoridade no tema em particular.

Cada vez mais, pesará não apenas a força do site que abriga o conteúdo, mas também quem assina o artigo. Para efeito de SEO, pesa a favor de um post levar a assinatura de um especialista, como professor, autor de livro ou redator de conteúdos em abundância há um longo tempo. Isso é um dos reflexos do E-A-T.

#5 Proteção dos dados do usuário

A coleta de dados para a personalização do conteúdo e das buscas orgânicas e pagas são uma realidade hoje. No entanto, haverá cada vez mais discussões acerca do uso dos dados para fins comerciais. Foi criado recentemente na União Europeia o GPDR, sigla em inglês para Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados.

Iniciativas similares a essa devem se espalhar por outros países — Brasil, inclusive — e vão afetar a forma como profissionais de marketing lidam com a comunicação digital e os dados gerados por ela.

Takeaway

As técnicas de SEO mudam permanentemente — e em 2019 não será diferente. As tendências para este ano passam por pensar não apenas no Google, mas em outros players e na busca por voz. O conteúdo demandará mais qualidade e, ainda, autoridade de quem o produz. Tudo isso vai acontecer em meio à intensa discussão sobre uso dos dados (GPDR).

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