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Facebook se diz aberto a regulação

O Facebook resolveu se posicionar sobre a pressão de governos europeus sobre para que o combate a fake news seja mais efetivo. Diversos países discutem normas capazes de regular plataformas para que elas tenham mecanismos que combatam as informações falsas.

“Estamos abertos a uma regulação significativa e a dar suporte às recomendações do Grande Comitê para uma reforma das leis eleitorais”, declarou, em meados de fevereiro, o gerente de política pública do Facebook, Karim Palant, conforme noticiou a Reuters.

Ao mencionar o Grande Comitê, Palant se refere a uma comissão internacional formada há pouco mais de um ano. Dela, fazem parte legisladores de nove países: Argentina, Bélgica, Brasil, Canadá, França, Inglaterra, Latvia, Irlanda e Singapura.

Neste ano, o Grande Comitê publicou um documento intitulado “Desinformação e Fake News: Relatório Final”.

Uma de suas conclusões é de que a era da autorregulação e dos códigos voluntários de boas práticas de empresas com o Facebook já terminou. Segundo o relatório, é preciso criar um código de ética compulsório, com um regulador independente para impô-lo ao mercado.

O debate da regulação sempre gera polêmica, com opiniões contrárias e favoráveis. O Facebook sinaliza que está aberto às regulações ao dizer que “não é mais a mesma empresa de anos atrás”, nas palavras do próprio Palant.

Um dos principais objetivos dos movimentos pró-regulação é o combate a fake news, que se tornaram críticas nas eleições presidenciais americanas de 2016. O mesmo efeito se repetiu em eleições de muitos outros países. No Brasil, inclusive, nas eleições de 2018.

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