Crise no Jornalismo
Jornalismo

Crise no jornalismo não elimina aprendizado para quem escreve

As empresas de mídia vêm experimentando uma fase difícil como modelo de negócios. Com a internet à disposição, as empresas passaram a criar elas próprias seus conteúdos. Com isso, reduziram o investimento em publicidade, afetando diretamente as empresas de mídia, como descreve o livro Marketing de Conteúdo Épico, do americano Joe Pulizzi.

Mas não se engane: a crise no jornalismo tem relação com o modelo de negócios de TVs, rádios, jornais, revistas e sites noticiosos. O Portal Comunique-se, que pertence ao mesmo grupo empresarial do DINO e tem um portal dedicado à cobertura do jornalismo, registra cotidianamente essa má fase.

Comunique-se - a crise no jornalismo em 2018

Só em 2018 foram noticiados casos como:

Todos esses acontecimentos não têm, no entanto, relação com a capacidade de produzir conteúdo.
Em outras palavras, o que os jornalistas aprenderam na condição de produtores de conteúdo pode — e deve — ser aproveitado.

Os elementos essenciais

O bom jornalismo historicamente apoiou sua produção de conteúdo em pilares testados e aprovados pelo menos desde a década de 1960, quando chegou às redações brasileiras o conceito da Pirâmide Invertida. Três elementos se destacam:

  • A objetividade é necessária. Redatores inexperientes muitas vezes cometem erros conhecidos e condenados pelas redações, como o nariz de cera. Trata-se do vício de escrever o necessário apenas para encher linguiça. Vale mais a pena ater-se a uma frase lapidar de Carlos Drummond de Andrade: “escrever é a arte de cortar palavras”.
  • A credibilidade é o principal fator de conexão entre um conteúdo e o público que o consome. Para ter credibilidade, é preciso pesquisar, citando no texto fontes de pesquisa, como outros sites, livros e citações consagradas. É preciso afirmar e sustentar.
  • O nível de profundidade é uma escolha do leitor. O texto precisa atender tanto aquela pessoa que deseja se informar superficialmente quanto a que quer ir mais fundo. Por isso, se usa a técnica simples das seis perguntas para textos factuais, como notícias. Funciona assim: no primeiro parágrafo, seu texto responde a “o quê aconteceu?” e “quem está envolvido?”, que são a informação superficial. Nos demais, explica “quando?”, “onde?, “por quê?” e “como?”, garantindo maior profundidade.

Para textos que não são factuais, como um blog post explicativo, por exemplo, há outras artimanhas úteis. A técnica das três perguntas é uma delas. Consiste em responder “o quê?”, “por quê?” e “e daí?”, nesta ordem.

Takeaway

As empresas que se aventuram a produzir conteúdo devem conhecer e absorver boas práticas de produção de conteúdo que funcionaram para empresas de mídia no passado. Essencialmente, as técnicas visam a garantir objetividade, credibilidade e profundidade.

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