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O valor do jornalismo está em nossas atitudes profissionais

Quatro anos da nossa vida durante o curso de jornalismo foram dedicados a aprender e experimentar com total liberdade de cometer possíveis erros. No jargão jornalístico somos chamados de “focas” quando estamos no início da nossa longa caminhada rumo ao mercado de trabalho.

Deixamos de ser focas quando nos formamos e conquistamos o nosso primeiro espaço no mercado de trabalho. Ou pelo menos devemos deixar de ser. Neste ambiente não há cem por cento de espaço para experimentos. É momento de executar; colocar em prática tudo que aprendemos. Sobretudo a ética da profissão.

Nesse mercado gigantesco da comunicação, buscamos o jornalismo de essência por dois caminhos: um espaço na redação de um grande veículo ou de uma assessoria de imprensa. Em ambos, e até mesmo nos diversos segmentos do nosso mercado, é fundamental relembrar da figura do foca e não esquecer sua definição e o que representou para nós.

O meio tem passado por inúmeras transformações que vão de cortes – seja lá qual for a empresa e seu segmento, até mesmo e, infelizmente, à desvalorização da profissão. E acredite: neste caso, parte é devido ao comportamento do próprio profissional, ou seja, o de não levar a sério pequenos detalhes da atividade que influenciam, de modo negativo, os nossos resultados de cada dia.

E, é exatamente neste ponto que eu queria chegar. O de abandono, ou seja, a produção feita de qualquer jeito, às vezes sem preparo, outras vezes de propósito, algumas na correria, que cresce a cada dia e prejudica o meio, o profissional – e ele às vezes não enxerga isso. O romantismo do jornalismo não precisa acabar. Aliás, a relação profissional – profissão é algo íntimo e cada um tem a sua. Ignore os comentários e previsões desanimadoras. Anime-se e junte-se a quem quer o fortalecimento, o brilho e o respeito da profissão – hoje colocado em questão por diversas razões.

Precisamos, nós profissionais do jornalismo, deixar um pouco de lado o processo “industrial” da profissão e agir com mais naturalidade, tratando nossas atividades menos automática. Isso evita erros e interpretações equivocadas sobre resultados obtidos.

Se eu sou um assessor de imprensa, vou valorizar o meu texto; ler, reler e revisar quantas vezes for necessário em respeito ao meu cliente e seu público, que irá consumir essa informação; vou agir com mais respeito ao jornalista que receberá minha sugestão de pauta; ter paciência e transmiti-la ao meu cliente assessorado. Agora, se eu for um jornalista de uma redação, estarei mais atendo às notícias que vou publicar – na maioria das vezes as sugestões de pautas dos colegas assessores, que valorizaram seu material e, que no fim, facilitou o meu trabalho. Para ambos, procurar sempre estar atualizado consumindo materiais didáticos, informações que acontece no mundo etc.

Detalhes e posturas como as mencionadas acima podem tornar o processo da atividade jornalística mais fácil, agradável e com resultados mais positivos para todos os lados, sem contar no aperfeiçoamento e de ter novamente o respeito da profissão, tornando possível uma evolução mais saudável da área.

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