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Brainstorming: alguns fatos importantes sobre a técnica

Profissionais de diversas áreas fazem uso da prática no intuito de gerar ideias criativas e originais de forma coletiva

Trabalhar com criação não é algo tão simples. Na verdade, nada simples. Isso porque o processo de concepção de boas ideias necessita de etapas e, em cada uma delas, elementos como inspiração, repertório, experiência, capacidade de abstração, senso crítico, raciocínio lógico, habilidades lúdicas etc. Esses vários aspectos citados podem parecer paradoxais e desordenados, mas uma técnica relativamente “antiga” permite que o “caos” se torne palavra de ordem – literalmente. Trata-se do “brainstorming”.

Criada pelo publicitário estadunidense Alex Osbon, na década de 1940, a técnica consiste em estimular a liberação total da criatividade no intuito de permitir que ideias sejam formuladas e compartilhadas. O objetivo é escolher aquelas que melhor contribuem para a solução de problemas ou lacunas de um determinado tema durante a fase de criação de estratégias.

Na prática, reúne-se um grupo de profissionais e, por meio de dinâmicas, eles podem iniciar uma “tempestade cerebral” que apresenta características como:

Autocensura

Até mesmo a total liberdade para expor pensamentos pode ser intimidadora e, consequentemente, fazer com que muitas pessoas deixem de falar aquilo que têm em mente por vergonha ou insegurança. Deste modo, o primeiro passo a ser dado quando se trata de brainstorm é banir de si a autocensura. Uma vez que a atividade é justamente voltada para que se abstraia de falas feitas e regras já estabelecidas, não há sentido em privar os demais profissionais de perspectivas diferentes sobre o andamento da estratégia.

Background

Geralmente, o indivíduo expõe muito do que tem como bagagem cultural/profissional durante o brainstorm – o que é válido, mas não é o bastante. Isso porque não se ultrapassa o próprio repertório e a “zona de conforto”, deixando de desafiar o próprio intelecto. Ter referência sé fundamental, mas o brainstorm pede justamente que essas referências sejam parte de um projeto maior, coletivo e construído de modo colaborativo ao invés de um monólogo sobre todo o conhecimento adquirido ao longo dos anos.

Devaneios e abstrações

Neste momento do brainstorm é que brotam os pingos do que virá a ser a enxurrada de ideias. Quando os participantes estão à vontade e integrados ao tema, inicia-se o processo de desprendimento das regras e técnicas já conhecidos. Surge, então, a chance de abstrair o bastante para imaginar soluções, visões, propostas, alternativas e reformulações relativas à marca e sua imagem na mídia. A essência da atividade está nesta etapa;

Nascimento das melhores ideias

Após toda a tempestade caótica – porém cheia de criatividade -, “abre-se o tempo e surgem os raios de sol”. Metáforas à parte, a conclusão positiva do processo resultará numa lista com as melhores ideias propostas. Aquelas que foram concebidas na abstração, mas com a discussão aprofundada se mostraram viáveis. Com isso, elas integrarão a estratégia de comunicação.

Estruturado ou Não-Estruturado?

O brainstorm pode ser feito de duas maneiras. A primeira delas é a estruturada, na qual o grupo segue regras determinadas por um líder e – geralmente – todos os membros devem participar apresentando suas sugestões. Há quem divida por rodadas ou faça jogos que dinamizem a atividade. Este método pode ser válido quando se trata de reuniões com muitos participantes. Sua desvantagem está no fato de “forçar” pessoas a falarem, mesmo quando estas estão inibidas. Impor que uma ideia seja compartilhada elimina, já de início, a liberdade criativa e relaxamento psicológico necessários para o momento de brainstorming. Em contraponto, outra opção de método é o “Não-Estruturado”.

Basicamente, a técnica consiste em deixar o espaço da reunião livre para quem quiser participar, eliminando o fator “obrigatoriedade”. Cria-se o “clima” para ideias livres de pressão e julgamentos, abstratas o bastante a ponto de transcender obviedades e em maior quantidade.

Mais do que se preocupar com a “qualidade” inicial das ideias é garantir que elas aparecerão aos montes. O intuito é justamente permitir que elas sejam propostas para, então, desenvolvê-las e aplicá-las. Tenha em mente apenas o tema principal e sua visão sobre ele. Em seguida, abandone o “guarda-chuva” da inibição e inunde a sala com sua enxurrada criativa.

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