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5 motivos para utilizar dados de pesquisa em notícias

No início deste ano, dados sobre investimento de pesquisa comprovaram o estímulo ao desenvolvimento de estudos científicos e novos dados não faltarão para embasar notícias

Basicamente, disciplinas como a de Estatística tem como principal função analisar diversos elementos da sociedade e quantificar sua frequência para lidar com probabilidades. Com isso, outros ramos do conhecimento podem usufruir desta contribuição essencialmente matemática para embasar suas teorias ou desmistificar pressupostos. Mas, o ramo de pesquisa não se limita apenas a dados numéricos. Há também investigações qualitativas que revelam muitas informações relevantes (etnografias, pesquisas de opinião, revisões bibliográficas, etc.).

O setor, inclusive, recebe investimento público e privado justamente por sua inquestionável contribuição para todas as áreas. O jornal Nexo divulgou dados relativos a esses investimentos e os categorizou em ramo, gênero e modalidade. Vale a pena conferir.

Mas tudo isso para dizer o seguinte: comunicadores, dados de pesquisa não faltam para suas notícias.

E por que é tão importante inclui-los nas suas notícias? Bem, levando em consideração que notícias são textos objetivos que abordam fatos cujo interesse é geral, não há como abordá-los sem apresentar argumentos sólidos que confirmem a importância de noticiar o que está sendo noticiado. Falar, por exemplo, de uma melhoria na situação financeira do Brasil sem citar gráficos que confirme tal afirmação é, no mínimo, duvidoso. Em níveis mais complexos, como por exemplo casos de textos de jornalismo científico,  os dados também devem ser “traduzidos” (tornarem-se inteligíveis) para que todos os leitores – ou a maioria deles – consiga absorver a mensagem.

Para quem deseja produzir matérias jornalísticas cada vez mais completas e integrar os principais portais do país, aqui vão alguns motivos que vão motivar qualquer redator à despender tempo caçando pesquisas para extrair dados.

1. Gancho

Pensar no texto jornalístico também requer pensar no que será noticiado e como serão hierarquizadas as informações mais importantes. O gancho é, em suma, aquele elemento que irá conduzir os demais parágrafos do texto, levando o leitor até o que ele, de fato, precisa saber. Com ele, o jornalista é capaz de definir – o mais precisamente possível – qual será o “mote” daquela notícia. Estudos disponibilizados por institutos de pesquisa são ótimas fontes para buscar um “gancho”. Por exemplo, em fevereiro deste ano, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou um estudo que analisa as políticas públicas de desenvolvimento no país. Este seria um ótimo gancho tanto para noticiar sobre o fato quanto para citar no texto outros tipos de projetos sociais e as respectivas organizações que os estão realizando.

2. Credibilidade e embasamento

“Então me prove!”. Reação comum quando se está diante de uma afirmação e o senso crítico não permite acreditar em tudo sem questionar. Nada mais correto do que embasar o fato que está sendo noticiado com informações que comprovem sua ocorrência, permitam uma análise de seu histórico ao longo dos anos, apresentem dados que contribuam para uma visão mais “cirurgica” dele e, obviamente, não resulte no descrédito de todo o conteúdo. Usar tais dados e bem articulá-los ao longo dos parágrafos é a chave para comprovar todo o trabalho de análise do jornalista e seu comprometimento com a imparcialidade (balanceando as informações para que elas dialoguem ao invés de “disputarem” a verdade).

3. Referência

Incluir resultados de pesquisas na notícia permite que o conteúdo seja usado como referência para outras notícias. Isso porque o grau de informação contido nele muitas vezes é o referencial que outros veículos buscavam para fundamentar suas publicações. Obviamente que todos os créditos devem ser mencionados. Tornar-se referência é a confirmação de que a relevância do material produzido é inegável – até mesmo pelos portais concorrentes.

4. Maior grau de imparcialidade

Não há como produzir uma notícia 100% imparcial. Isso porque haverá sempre algo do redator no texto – seja a escolha das fontes ou o direcionamento da pauta, não existe como negar a existência de critérios subjetivos. Contudo, o objetivo é buscar o máximo de imparcialidade possível e permitir que o leitor tire suas conclusões a partir do que é informado. Então, os dados de pesquisa surgem como elementos factuais que não abrem espaço para “achismos”. É importante dizer que até a seleção de dados pode configurar teor parcial, então, ainda assim, há de se buscar um equilíbrio de informações para que a notícia cumpra seu papel de informar, simplesmente.

5. Caráter didático

Quando se trata de dados de pesquisa citados em matérias jornalísticas é importante lembrar pessoas de diferentes contextos – e níveis de conhecimento – irão ter acesso a ela. Então, o fator “inteligibilidade” não pode ser esquecido. Se estamos falando, por exemplo, de vários dados econômicos ou tecnológicos, é importante que os mesmos sejam tratados de forma didática, apresentando ao leitor interpretações objetivas e menos complexas para que não haja “ruídos” no momento de informar. A capacidade de informar algo complexo e, ainda assim, ser didático é uma das responsabilidades que jornalistas possuem no exercício da profissão.

Motivos apresentados, agora é hora de pensar sobre quais dados melhor se encaixam em sua notícia. Boa pesquisa!

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